segunda-feira, julho 23, 2007

Heresia e o céu musical....

Ora ora ora! Seria este um famoso caso de "o bom filho à casa torna"?! Eu não apostaria nisso.
Venho sofrendo. Sim, sofrendo de um problema grave pra quem quer ser um blogueiro (que palavra feia!): Quando tenho tempo pra escrever, não quero e, quando quero, não tenho tempo. Polêmico.

De qualquer forma, eu não acho que eu seja um blogueiro, nem acho que eu queira ser um, mas eu tenho um blog, e assumo as responsabilidades disso. Fico atento em saber que qualquer um pode ler isso (e que, depois deste gap, provavelmente ninguém - de fato- vai ler isso), e tento tomar cuidado com o que vai ser dito. Facilita minha vida deixá-lo direcionado à música, talvez deixa menos (será?) pessoal.

Não vai ser o caso deste post. Calma, ele vai ser direcionado à música, mas acho que não vai facilitar em nada minha vida.

Venho através dessas linhas confessar algo difícil pra mim. Sei que muitos me condenariam por tal ato. Eu mesmo me considero quase um herege. Mas é verdade...

O último (nem quero saber se ele tem outro) álbum de Justin Timberlake é muito bom.

Ok.. joguem as pedras, eu espero....







..Pronto?! Aind não?! Eu espero mais um pouco...






...Ok, agora que as pedras acabaram, deixem-me tentar explicar.

Não acho que Justin Timberlake (JT de agora em diente) seja um artista completo, nem nada parecido com isso. Mas há motivos pra FutureSex/LoveSounds, ser um CD bom (reparem, nada além de bom...). Extremamente comercial, é verdade, mas nem sempre isso transforma em algo ruim.

JT é de fato um cara afinado, que aceitou a proposta de alguém (me recuso a achar que foi por conta própria) de tentar ser um novo Michael Jackson em começo de carreira. Com um ótimo e comercial produtor -Timbaland, até então peça chave e incógnita de muita coisa boa do novo milênio- ele conseguiu modernizar, ou melhor, contemporaneizar um estilo de música que eu achei estar em falta no pop do novo milênio. Música para dançar.

Não tenho paciência nenhuma pra ele. Nem pro seu jeitinho Brittney Spears de ser. Nem sua tentativa de ser um Michael Jackson no começo de carreira com a cor do fim de carreira.
Ele não chega nem aos pés da da época áurea de Michael Jackson. Nem na música, nem na dança nem na aparente autencidade.

Não é Rock 'n Roll, a única veia Black é o Hip Hop, mas é extrema e inegávelmente Pop.

Sem mais delongas me vou, antes que eu mesmo acabe me irritando e me jogue no caldeirão de óleo quente. Só peço que não me entendam mal. Não é fato de ser JT, poderia ser qualquer outra pessoa afinada que o impacto seria o mesmo. É puro marketing, mas também é, não tão puro, pop. E muito bem feitos.

What goes around.... Comes around... Uma balada dançante de longa duração (mais de 7 minutos), um clipe cinematográfico dirigido por um nome conhecido na indústria, uma estrela convidada pra participar. Alguma semelhança com -
coffThrillercoff- alguma música do passado?




PS: não achei esse post digno de ter uma imagem, vai entender.
PS: Scarlett Johanson tinha perdido muitos pontos comigo depois deste clipe, depois ainda descobri que ela quer gravar um disco, ainda menos pontos. Esse disco tem como convidado principal Tom "The Voice" Waits e mais uma cambada muito boa. Recobrou todos os pontos perdidos e ganhou muitos outros.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

O Astros...

Eu sempre tive uma certa frustração na minha vida. Eu sempre fui amante do céu, principalmente à noite. Sou um bom notívago e, como todo alguém que gosta de um céu noturno, eu gosto de estrelas. É aí que minha frustração entra em jogo. Estrelas. Eu sempre tive problemas (e ainda tenho) de achar as constelações em um céu estrelado. O Cinturão de Órion (as populares "Três Marias), essa é provavelmente a única constelação que eu consigo identificar, e com sorte o Cruzeiro do Sul. Mas definitivamente eu sou ruim com palavras, escritas onde forem, até se for escrito nas estrelas.

Há um pouco mais de 2 anos e meio atrás, me indicaram (indiretamente) um filme pra assistir. E eu não assisti (tenho lá minhas razões), acaso do destino ou não, ontem tive a oportunidade de vê-lo. É deveras muito bom, mas não recomendaria ir pra locadora e alugar. Me parece que assistí-lo tem que ser algo um pouco mais involuntário, algo como uma oportunidade não criada conscientemente por você mesmo, foi assim que eu não assisti há mais d e dois anos, e foi assim que eu o assisti ontem. Sem querer.

Vários são os fatores intrigantes desse filme e a relação que, imediatamente, eu criei com ele. Um deles, a trilha sonora.
Eu e minha eterna mania (vaidade!) de ser Avant Garde. Funcionei ao contrário dessa vez. David Gray? John Mayer? Músicos que conheci em 2005, jurei estar à frente, e eles já eram trilha sonora desde 2001! E Annie Lennox com uma versão de Waiting in Vain do Bob Marley?! Céus! Talvez eu seja um Dos Garde, e confesso que isso não me incomodou nenhum pouco.

Vai ver é um caso de Serendipicidade.

David Gray - January Rain - Coinciência ou não chovia na hora... e nada como um instrumental d eum artista que você só conehce como vocalista
John Mayer - 82 - Ahh... a ironia. Já gravei CD com essa música.
Annie Lennox - Wainting in Vain -é como eu sempre digo "não gosto de Raggae, gosto de Bob Marley", versão interessante de uma ótima cantora (Alguém disse Eurythmics?)

Ufa! Ainda bem que esse é um blog relativamente direcionado pra música, porque se fosse só pra falar do filme, ia ser um post maior que o normal! E como diz aquela piada ruim (sou fã dessas piadas) "Há uma linha tênua entre prolixo e pro lixo..."

Tempos atrás, quem sabe tivesse uma oportunidade de procurar Cassiopéia em algum lugar que não o céu?!

terça-feira, janeiro 09, 2007

Palavras...

...ou a falta delas.

Sempre me impressionei com a necessidade que as pessoas tem das palavras.
Nunca fui bom com palavras, sempre deixei isso claro. E a maioria das pessoas que eu conheço tenta associar isso com o fato de eu desenhar, e isso é um erro.

Demonstrar em palavras o que eu sinto, sempre foi um grande problema na minha vida. Ainda é. Porém, tenho a sensação que, pelo menos na maioria das vezes, minhas ações, meu "Modus Operandi", até minhas tentativas (frustradas?) de usar palavras, substituíam as palavras por mim e acho que até hoje é assim. Ufa, não estou totalmente perdido né?!

Hans Zimmer - Amid the Chaos of the Day

Sem palavras.

PS:
O post de ano novo fica pra próxima. Tive uma necessidade de palavras, apesar de não ser o maior entendedor delas

domingo, dezembro 24, 2006

Feliz natal...

Acho que já f ui mais entusiasta de natal. Já tive mais prazer com datas festivas. Hoje em dia acho um pouco complexo. Pensei em fazer uma playlist de natal, mas confesso qu enão deu vontade.

Vou ser curto.

Sugestões!?

A música é a mesma, Merry Christmas, Baby...

Agora é só escolher seu artista predileto. Vou desejar o que considero os melhores.

Otis Redding e sua versão um pouco mais animada e/ou o bom e velho blues de B.B. King.

Afinal, (desculpem-me a filosofia) Otis é Otis, e B.B. é B.B.
Ruim não tem como ser.


Assim como desejo a todos as melhores músicas, desejo também um Feliz Natal do jeito que você achar melhor.

Feliz Natal!

PS: Essa foto so B.B. King é minha, original do show aqui em Brasília. Assim como a arte por cima dela.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Música para ouvir...

Algumas pessoas que me conhecem, sabe que eu gosto de músicas tristes. Sei lá, talvez um lado melancólico ou algo do tipo. Não necessariamente eu preciso estar triste pra ouví-las, nem elas me deixam triste.

Muitas vezes me identifico, sejam quais forem as razões. Também gosto de escutá-las quando estou meio triste (contrabalanceando com outras, é claro), as vezes é bom saber que você não é o único com aquele sentimento ruim, afinal, pessoas tristes podem tender a ser egocêntricas além da conta.

Músicas pra ficar quieto, músicas pra ouvir só, talvez possam ser outros modos encará-las. Músicas que têm o momento certo para elas. Não dá pra ouvir a qualquer hora e qualquer momento, elas tem seu momento.

E aqui vai minha mini-playlist como sugestão:

Fiona Apple - I Want You - A música original é do Elvis Costello, eu eu já gostava muito. Quando descobri essa versão fiquei apaixonado, sempre gostei de Fiona Apple e do modo que ela põe a alma pra cantar. Achei completamente por acaso uma apresentação dela ao vivo, conseguir o MP3 disso foi uma batalha que valeu a pena. É um dos poucos casos em que o cover superou o original, e ao meu ver, superou muito.

Ná Ozetti & André Mehmari - Chora um Rio - Geralmente tenho implicância com versões traduzidas, existem algumas bem boas, e essa é uma delas. Apenas voz e piano (e que piano!). Originalmente Cry Me A River, eternizada por Ella Fitzgerald. É uma ousadia que deu certo.

Jeff Buckley - Forget Her - Esse é outro que , desde antes dele ser famoso por causa de uma música no filme Vanilla Sky, eu já gostava. Quando ouvi a primeira vez, ele já havia falecido (ele morreu em 1997). Essa música é incrível, ele era um grande músico e um grande compositor. Recomendo também a versão dele de Hallelujah, originalmente do Leonard Cohen, outra música que supera sua versão original e faz parte do contexto deste post.

Acabo aqui a mini -playlist, acho todas as músicas lindas. Longe de estar completa, mas são músicas que chegaram até mim assim, meio de paraquedas. De uma forma ou de outra, mais parece que elas chegaram até mim que vice-versa. E eu sou fã destes acontecimentos.