Um dia me foi perguntado se eu achava que a fidelidade era um sentimento ou uma opção. Perguntinha difícil essa, capciosa. Na hora respondi, baseado em experiências não-vividas por mim, que era um sentimento . Talvez tenha me equivocado, ou talvez não tenha tido tempo pra pensar naquela hora, ou apenas não queria pensar.Nunca soube -e ainda não sei- escrever direito, de maneira interessante, nem gramaticalmente correto, muito menos ortograficamente, e eu sei que as pessoas que o fazem são MUITO mais interessantes que eu por isso, palavras encantam e são encantadas. Talvez este seja um motivo por eu ser tão atraído pela música, ela consegue me expressar, muito melhor que eu mesmo (e isso pode soar meio adolescente mesmo, eu sei).
Alta Fidelidade - "A comedy about fear of commitment, hating your job, falling in love and other pop favorites"
Um dos meus filmes pop prediletos, por vários motivos, e egoísticamente não vou nomear nenhum deles.
O nome cabe perfeitamente pro filme e sua trilha sonora.
Fidelidade humana e sonora, isso engloba uma boa parte da minha vida.
Most of The Time
A trilha é deveras interessante, com músicas catchy e outras mais introspectivas.
Um filme sobre relacionamentos e música funciona muito bem pra mim, pricipalmente quando os relacionamentos não são apenas românticos e/ou amorosos.
A dica musical do post, é a trilha sonora do filme, músicas em vários e bons estilos.
Linda Lo Boob Oscillator, do Stereolab (banda que, infelizmente já não existe mais).
Elvis Costello, que há pouco tempo era artista novo pra mim, toca Shipbuilding.
Jack Black toca uma das minha favoritas do Marvin Gaye (clichê, eu sei), Let's Get It On
E entre várias outras boa bandas e músicas (Velvet Underground, Stevie Wonder, The Kinks), eu fecharia com Bob Dylan e seu Rock-Folk-Country-Pop-As-Vezes
Mas então... Fidelidade é sentimento ou opção?
No fim, a fidelidade deve ser uma opção. Você está com alguém por que quer que aquilo dê certo, e todos tem suas fraquezas. Mas ter fraquezas não quer dizer que não somos fortes. Sou fiel, por opção, sei que as vezes fico atraído por algumas experiências que não vivi e que eu sei que acontecem. Mas eu prefiro ficar com o real, com o que acontece, com o presente. Não sou o cara que viajou o mundo, que lê livros adoidado, nem assiste a filmes cult. Tenho me achado um pouco mais interessante ultimamente, talvez pela experiência de vida.
Não dá pra sempre ser novidade pra todos o tempo todo.
Mas é sempre possível supreender se você está disposto a ser surpreendido (eita.. será que é aí que mora o perigo?! E será que é de fato um perigo?! Perigoso!).
Sei bem o que é perda, e por isso talvez tenha uma capacidade um pouquinho mais aguçada pra saber se vale trocar algo que já tenho -que é bom e que eu sei que vale a pena ser supreendido- pelas borboletas no estômago que um dia voam pra longe e não voltam. Mas tenho o conhecimento que as vezes a surpresa pode ser ruim.
Nunca fui de tomar o que outras pessoas dizem como verdade, e nunca quis que outras pessoas tomassem o que eu digo como verdade. Auto-ajuda nunca foi preferência minha e auto-exposição também não.
Não vivo pelas regras, não amo pela cartilha, não me prendo ao pouco.
É errado querer o muito quando o único que pode (ou não) sair prejudicado sou eu?
Sou fiel, principalmente em relação a mim.
