segunda-feira, janeiro 07, 2008


Ano Novo (woohoo... novidade...!)

Pois é, essa época é incrível. Eu acho.
Não por mim, necessariamente, mas pelo sentimento geral.
Pessoalmente, nunca fui muito fã de viradas de ano... Se vocês leitores - todos os dois, incluindo a mim- me permitem, serei um tanto mais pessoal neste post que o normal, é Ano Novo, me dei o direito.

Passei por vários tipos de viradas de ano na vida.
Do tipo: que tanto fazia dormir ou ficar acordado.
Do tipo: que a família era a importância.
Do tipo: checkpoint de esperanças e desejos e vontades até o próximo checkpoint.
Do tipo: putaqueopariu ainda bem que os amigos tavam do lado
misturado com
Do tipo: vi que o ano foi inerte e é melhor de acordar disso.

Esta virada de ano foi um tanto complicada pra mim, e isso é recente, só senti isso no fim do ano passado, dia 31 de dezembro, pra ser exato.

Pessoas que eu quero ao meu lado estão longe.
O segundo semestre foi estranho, díficil, complexo.
O começo de ano não vai ser renovado.
As mudanças são confusas, as vontades também.
Nada pra acordar de (Soa ruim.. mas é bom!).

O que fica, em todas as viradas, é a saudade.
Que muda. As vezes tem outras saudades.
Mas sempre saudade.

E é o que me leva à parte musical do post.
A saudade.
E é baseado na saudade que criei uma pequena playlist para quem agradar possa.
São saudades boas, ruins, matadas ou mortas, e infindavelmente não-saciadas.
Não estranhe se tiver música repetida de outros posts deste blog, saudades.


1 - Nação Zumbi - Toda Surdez Será Castigada
"
Pra quem perdeu o sono na velocidade do vento"

2- Najwa (Nimri) - Go Cain
"The fear was there always since you were a child
This time without compassion
No one understands
So go ahead"


3 - Tim Maia - A Festa de Santo Reis
"Eles chegam tocando
Sanfona e violão
Os pandeiros de fita"


3 - Kevin Johansen - Timing
"Timing is the answer..."

4 - Talking Heads - Girlfriend Is Better
"As we get older and stop making sense"

5 - The Cure - Pictures of You
"That I almost believe that the pictures are
All I can feel"


6 - PJ Harvey -
This Mess We're In (com Thom Yorke)
"Night and day
I dream of"


7 - Mandalay - Insensible
"It's like I hardly see the sky somedays"

8 - Herbalis - Sensual Woman
"
I first become fully aware of my own tactile sense"

9 - The Coasters - Down in Mexico
"He just winked his eye and said 'Man, be cool.'"

10 - Marlango - Shake The Moon
"
Squeeze the universe
Between your fingers
It all fits inside a little boy's pocket"


11 - The Gift - Fron Of
"Keep breathing and join the carrousel"

11 - Ben Harper - Fight Outta You
"The lies you live become you, the love you lose it numbs you,
Don't let them take the fight outta you"


12 - Radiohead - Jigsaw Falling to Pieces
"
Wish away the nightmare
You've got a light you can feel it on your back
Jigsaws falling into place"


13 - Jackson do Pandeira - Chiclete com Banana
"Quando ele aprender que o samba não é rumba"

PS: O post original estava muito maior que esse.. tinha comentário de cada uma das músicas... ainda bem que não cheguei a esse ponto de insanidade textual!

segunda-feira, julho 23, 2007

Heresia e o céu musical....

Ora ora ora! Seria este um famoso caso de "o bom filho à casa torna"?! Eu não apostaria nisso.
Venho sofrendo. Sim, sofrendo de um problema grave pra quem quer ser um blogueiro (que palavra feia!): Quando tenho tempo pra escrever, não quero e, quando quero, não tenho tempo. Polêmico.

De qualquer forma, eu não acho que eu seja um blogueiro, nem acho que eu queira ser um, mas eu tenho um blog, e assumo as responsabilidades disso. Fico atento em saber que qualquer um pode ler isso (e que, depois deste gap, provavelmente ninguém - de fato- vai ler isso), e tento tomar cuidado com o que vai ser dito. Facilita minha vida deixá-lo direcionado à música, talvez deixa menos (será?) pessoal.

Não vai ser o caso deste post. Calma, ele vai ser direcionado à música, mas acho que não vai facilitar em nada minha vida.

Venho através dessas linhas confessar algo difícil pra mim. Sei que muitos me condenariam por tal ato. Eu mesmo me considero quase um herege. Mas é verdade...

O último (nem quero saber se ele tem outro) álbum de Justin Timberlake é muito bom.

Ok.. joguem as pedras, eu espero....







..Pronto?! Aind não?! Eu espero mais um pouco...






...Ok, agora que as pedras acabaram, deixem-me tentar explicar.

Não acho que Justin Timberlake (JT de agora em diente) seja um artista completo, nem nada parecido com isso. Mas há motivos pra FutureSex/LoveSounds, ser um CD bom (reparem, nada além de bom...). Extremamente comercial, é verdade, mas nem sempre isso transforma em algo ruim.

JT é de fato um cara afinado, que aceitou a proposta de alguém (me recuso a achar que foi por conta própria) de tentar ser um novo Michael Jackson em começo de carreira. Com um ótimo e comercial produtor -Timbaland, até então peça chave e incógnita de muita coisa boa do novo milênio- ele conseguiu modernizar, ou melhor, contemporaneizar um estilo de música que eu achei estar em falta no pop do novo milênio. Música para dançar.

Não tenho paciência nenhuma pra ele. Nem pro seu jeitinho Brittney Spears de ser. Nem sua tentativa de ser um Michael Jackson no começo de carreira com a cor do fim de carreira.
Ele não chega nem aos pés da da época áurea de Michael Jackson. Nem na música, nem na dança nem na aparente autencidade.

Não é Rock 'n Roll, a única veia Black é o Hip Hop, mas é extrema e inegávelmente Pop.

Sem mais delongas me vou, antes que eu mesmo acabe me irritando e me jogue no caldeirão de óleo quente. Só peço que não me entendam mal. Não é fato de ser JT, poderia ser qualquer outra pessoa afinada que o impacto seria o mesmo. É puro marketing, mas também é, não tão puro, pop. E muito bem feitos.

What goes around.... Comes around... Uma balada dançante de longa duração (mais de 7 minutos), um clipe cinematográfico dirigido por um nome conhecido na indústria, uma estrela convidada pra participar. Alguma semelhança com -
coffThrillercoff- alguma música do passado?




PS: não achei esse post digno de ter uma imagem, vai entender.
PS: Scarlett Johanson tinha perdido muitos pontos comigo depois deste clipe, depois ainda descobri que ela quer gravar um disco, ainda menos pontos. Esse disco tem como convidado principal Tom "The Voice" Waits e mais uma cambada muito boa. Recobrou todos os pontos perdidos e ganhou muitos outros.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

O Astros...

Eu sempre tive uma certa frustração na minha vida. Eu sempre fui amante do céu, principalmente à noite. Sou um bom notívago e, como todo alguém que gosta de um céu noturno, eu gosto de estrelas. É aí que minha frustração entra em jogo. Estrelas. Eu sempre tive problemas (e ainda tenho) de achar as constelações em um céu estrelado. O Cinturão de Órion (as populares "Três Marias), essa é provavelmente a única constelação que eu consigo identificar, e com sorte o Cruzeiro do Sul. Mas definitivamente eu sou ruim com palavras, escritas onde forem, até se for escrito nas estrelas.

Há um pouco mais de 2 anos e meio atrás, me indicaram (indiretamente) um filme pra assistir. E eu não assisti (tenho lá minhas razões), acaso do destino ou não, ontem tive a oportunidade de vê-lo. É deveras muito bom, mas não recomendaria ir pra locadora e alugar. Me parece que assistí-lo tem que ser algo um pouco mais involuntário, algo como uma oportunidade não criada conscientemente por você mesmo, foi assim que eu não assisti há mais d e dois anos, e foi assim que eu o assisti ontem. Sem querer.

Vários são os fatores intrigantes desse filme e a relação que, imediatamente, eu criei com ele. Um deles, a trilha sonora.
Eu e minha eterna mania (vaidade!) de ser Avant Garde. Funcionei ao contrário dessa vez. David Gray? John Mayer? Músicos que conheci em 2005, jurei estar à frente, e eles já eram trilha sonora desde 2001! E Annie Lennox com uma versão de Waiting in Vain do Bob Marley?! Céus! Talvez eu seja um Dos Garde, e confesso que isso não me incomodou nenhum pouco.

Vai ver é um caso de Serendipicidade.

David Gray - January Rain - Coinciência ou não chovia na hora... e nada como um instrumental d eum artista que você só conehce como vocalista
John Mayer - 82 - Ahh... a ironia. Já gravei CD com essa música.
Annie Lennox - Wainting in Vain -é como eu sempre digo "não gosto de Raggae, gosto de Bob Marley", versão interessante de uma ótima cantora (Alguém disse Eurythmics?)

Ufa! Ainda bem que esse é um blog relativamente direcionado pra música, porque se fosse só pra falar do filme, ia ser um post maior que o normal! E como diz aquela piada ruim (sou fã dessas piadas) "Há uma linha tênua entre prolixo e pro lixo..."

Tempos atrás, quem sabe tivesse uma oportunidade de procurar Cassiopéia em algum lugar que não o céu?!

terça-feira, janeiro 09, 2007

Palavras...

...ou a falta delas.

Sempre me impressionei com a necessidade que as pessoas tem das palavras.
Nunca fui bom com palavras, sempre deixei isso claro. E a maioria das pessoas que eu conheço tenta associar isso com o fato de eu desenhar, e isso é um erro.

Demonstrar em palavras o que eu sinto, sempre foi um grande problema na minha vida. Ainda é. Porém, tenho a sensação que, pelo menos na maioria das vezes, minhas ações, meu "Modus Operandi", até minhas tentativas (frustradas?) de usar palavras, substituíam as palavras por mim e acho que até hoje é assim. Ufa, não estou totalmente perdido né?!

Hans Zimmer - Amid the Chaos of the Day

Sem palavras.

PS:
O post de ano novo fica pra próxima. Tive uma necessidade de palavras, apesar de não ser o maior entendedor delas

domingo, dezembro 24, 2006

Feliz natal...

Acho que já f ui mais entusiasta de natal. Já tive mais prazer com datas festivas. Hoje em dia acho um pouco complexo. Pensei em fazer uma playlist de natal, mas confesso qu enão deu vontade.

Vou ser curto.

Sugestões!?

A música é a mesma, Merry Christmas, Baby...

Agora é só escolher seu artista predileto. Vou desejar o que considero os melhores.

Otis Redding e sua versão um pouco mais animada e/ou o bom e velho blues de B.B. King.

Afinal, (desculpem-me a filosofia) Otis é Otis, e B.B. é B.B.
Ruim não tem como ser.


Assim como desejo a todos as melhores músicas, desejo também um Feliz Natal do jeito que você achar melhor.

Feliz Natal!

PS: Essa foto so B.B. King é minha, original do show aqui em Brasília. Assim como a arte por cima dela.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Música para ouvir...

Algumas pessoas que me conhecem, sabe que eu gosto de músicas tristes. Sei lá, talvez um lado melancólico ou algo do tipo. Não necessariamente eu preciso estar triste pra ouví-las, nem elas me deixam triste.

Muitas vezes me identifico, sejam quais forem as razões. Também gosto de escutá-las quando estou meio triste (contrabalanceando com outras, é claro), as vezes é bom saber que você não é o único com aquele sentimento ruim, afinal, pessoas tristes podem tender a ser egocêntricas além da conta.

Músicas pra ficar quieto, músicas pra ouvir só, talvez possam ser outros modos encará-las. Músicas que têm o momento certo para elas. Não dá pra ouvir a qualquer hora e qualquer momento, elas tem seu momento.

E aqui vai minha mini-playlist como sugestão:

Fiona Apple - I Want You - A música original é do Elvis Costello, eu eu já gostava muito. Quando descobri essa versão fiquei apaixonado, sempre gostei de Fiona Apple e do modo que ela põe a alma pra cantar. Achei completamente por acaso uma apresentação dela ao vivo, conseguir o MP3 disso foi uma batalha que valeu a pena. É um dos poucos casos em que o cover superou o original, e ao meu ver, superou muito.

Ná Ozetti & André Mehmari - Chora um Rio - Geralmente tenho implicância com versões traduzidas, existem algumas bem boas, e essa é uma delas. Apenas voz e piano (e que piano!). Originalmente Cry Me A River, eternizada por Ella Fitzgerald. É uma ousadia que deu certo.

Jeff Buckley - Forget Her - Esse é outro que , desde antes dele ser famoso por causa de uma música no filme Vanilla Sky, eu já gostava. Quando ouvi a primeira vez, ele já havia falecido (ele morreu em 1997). Essa música é incrível, ele era um grande músico e um grande compositor. Recomendo também a versão dele de Hallelujah, originalmente do Leonard Cohen, outra música que supera sua versão original e faz parte do contexto deste post.

Acabo aqui a mini -playlist, acho todas as músicas lindas. Longe de estar completa, mas são músicas que chegaram até mim assim, meio de paraquedas. De uma forma ou de outra, mais parece que elas chegaram até mim que vice-versa. E eu sou fã destes acontecimentos.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Birds flying high...

Este vai ser um post curto, simple e rápido.

É sabido por aí que eu sou fã de Nina Simone (cada vez mais!) e sempre fui fã de Radiohead.

O que talvez não seja tão conhecido por aí, é que Feeling Good, cantada pela Nina Simone, é uma das minha músicas prediletas, e que Street Spirit (Fade Out) além de ser uma música muito boa, tem um dos clipes que eu mais gosto do Radiohead.

E não é que um caboclo no YouTube juntou os dois?



A nível de(sic) letras, são músicas bem diferentes, e apesar de bem simples, a junção me agradou bastante.

I'm feeling good.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Yeah , once I was a singer...

...Playin' in a Rock 'n Roll Band
(na foto, Kool & The Gang pagando de gatinhos)


Ok... Sempre quando eu digo que eu me amarro muito em Funk, todo mundo me olha como se não tivesse nada a ver comigo. Me pergunto se é assim tão difícil acreditar que eu goste de funk. Afinal de contas, é uma expressão cultural pela música não é?!
Claro, imagino que você já saiba que estou falando de funk, aquele que teve seu auge nas décadas de 60 e 70, com sua revolução musical ditada pelo baixo e bateria, e não o funk carioca (que até hoje eu não entendo o porque de ser funk).

Sempre gostei de funk... Mas sempre foi meio por alto.

Por algum motivo qualquer, voltei a ouvir. Comecei a procurar e pesquisar mais música nova pra minha biblioteca musical. E nossa! Como havia muita coisa que eu não conhecia! Era um ignorante, hoje acho que já posso me considerar um iniciado.

Se é pra deixar feliz, aqui vão alguns sensacionais... e a maioria, é pra deixar feliz!

Tower of Power - You Got To Funkifize - nada como iniciar coma necessidade de se "funkifizar" antes de tudo!
KC & The Sunshine Band - Play that Funky Music White Boy - Opa.. este sou eu... "Playin' That Funky Music"
Kool & The Gang - Funky Stuff - A mesma banda de famosas músicas como Lady's Night, Celebrate e Jungle Boogie (Pulp Fiction), mas n uma época mais legal e instrumental... bons metais, bons metais.
Earth, Wind & Fire - Shinning Star - Eles tem um nome Hippie, é verdade.. mas é funk do bom!
Tim Maia - Feito Para Dançar - Opa , Funk brasileiro de qualidade... Música feita pro que o título diz.
Funk Como Le Gusta - 16 Toneladas - A melhor versão desa música eu ainda acho que é do Stevie Wonder... mas pra se sentir feliz... Essa é a tal!

Sugestões da vez.

Fiquei muito tempo por fora, porque achei que ninguem mais vinha por aqui (diziam as estatisticas), mas na verdade as estatisticas não estavam sendo atualizadas (problemas técnicos meus), mas tudo voltou ao normal, espero que eu também.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Trilhas...

TRILHAS!

Tenho algumas manias na minha vida. Gravar CD's pra pessoas que eu gosto é uma delas.
Talvez seja apenas um egocentrismo de querer impor meu gosto musical aos outros, mas isso eu faço quando invento de ser DJ nas festinhas. Eu acho que tenho um bom gosto musical, modéstia a parte, então, de uma forma ou de outra, quero algo de bom pra essas pessoa às quais eu gravo os CD's.

Muito tempo da minha vida, eu grava fitas K7. E se as pessoas ainda tivessem o hábito (e walkmen) de ouvir K7, eu provavelmente continuaria gravando, acho muito mais legal que gravar CD, e um dos motivos é ter que ouvir as músicas inteiras e calcular o tempo delas nos dois lados, tirando o fato de ter lados o que eu já acho muito legal.

Mais um um lado alta fidelidade da minha pessoa.

Seja gravando fitas ou CD's, existe sempre uma arte por trás disso, não é só sair jogando as músicas que eu gosto e ponto. Assim seria fácil (por mais que exista muita música que eu goste). Gravar algo pra alguém é pra mim, algo como um trilha sonora de um filme. Tudo bem escolhido, numa ordem certa, levando em consideração vários fatores,
alguns deles podem parecer idiotas, mas é o meu método. Filmes diferentes tem trilhas diferentes. Não existe uma fórmula, pode começar com uma perseguição de carro vibrante e urbana, ou apenas com alguém andando por um campo tranquilo.
Pode acabar com final feliz... ...ou não!

As trilhas sonoras que eu crio são para momentos meus que se encontram, de uma forma ou de outra, com os momentos da pessoa que vai receber essa trilha de mim.
A escolha das músicas tem a ver com isso, com o momento que eu enxergo da pessoa, e com o meu. Sempre tendo em mente que a trilha não é pra mim.

Uma vida é uma saga de vários filmes (de todos os estilos), e por isso existem várias trilhas pra todos os filmes (curtas, médias e longas metragens).
Dessa vez, vou tentar fazer uma trilha e essas vão ser as sugestões musicais do post.
A minha.

- Faith No More - Evidence (ainda decidindo se a versão em espanhol ou a original)
- The Brand New Heavies - Put The Funk Back In
- Tim Maia - Bom Senso
- Dire Straits - Heavy Fuel
- Lou Reed - Set The Twilight Reeling
- Ok Go - Maybe, This Time
- Paulinho Moska - Sonhos
- Gnarls Barkley - Crazy
- Samuel L. Jackson & John Travolta (diálogo) - Personality Goes a Long Way
- Peeping Tom (feat. Norah Jones) - Sucker
- Céu - Véu da Noite
- Raphäel (feat. J.L. Aubert) - Sur La Route
- Cartola - Preciso me Encontrar
- The Beatles - Money
- The Kinks - Till The End of The Day
- Mundo Livre S/A - Desafiando Roma
- Feist - Mushaboom
- Emillie Simon - Dame de Lotus
- Sting - Moon Over Bourbon Street
- King Crimson - Three of a Perfect Pair
- Ravel - Bolero

A incerteza da ordem pra um trilha pessoal é eterna.


Ok Go - Million Ways

Acabando o post com uma música que entraria na trilha, mas ela não encaixa. Eu acho ela muito boa mesmo assim. Melhor ainda com o videoclip, onde os dançarinos são os próprios músicos da banda em uma coreografia, no mínimo, interessante.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Em Cerrado...

É dia do Cerrado.
E hoje, a sensação é que nada nunca se encerra de fato.
A mistura de vontades contraditórias: o querer escrever muito -e ter o que escrever- e o não querer escrever nada.

As coisas as vezes parecem problemáticas, e tenho visto que isso é coisa minha. Não tenho um blog pra escrever pra mim. O que escrevo pra mim está muito bem guardado. Solucionáticas chegam aos poucos.

Sem mais delongas e com uma pitada de surreal e non-sense, deixo as minhas sugestões, assim, sem explicações.

Jackson do Pandeiro - Chiclete com Banana
Porno for Pyros - Good God's://Urge!





Vídeo de Good God's://Urge

quinta-feira, agosto 03, 2006

Peixe Grande

Ainda me acostumando com a superexposição de blogs, sentindo, ao mesmo tempo, uma certa necessidade de escrever, e com a possibilidade de me arrepender.

O carro da minha mãe -que é o carro da casa- deu um problema no som, o CD ficou preso lá dentro e é impossível dar eject. Eu não reclamo tanto, sorte ou não, o CD preso lá dentro é meu, e pra variar com uma seleção musical meio mistureba que parece só funcionar pra mim. Gosto do CD inteiro, Fiona Apple, Kaiser Chiefs, Gorillaz, The Shins, mas pro texto de hoje vai ser dedicado às duas primeiras faixas, que servirão de tema e também de sugestões. As duas combinam muito, de maneiras diferentes, com o que eu quero expressar, mesmo que a primeira combine mais com a minha tentativa (pretenciosa ou não) de mostrar uma Música Nova.

Pra fazer uma melhor introdução às sugestões musicais e pra que fique um pouco mais simples de entender os seus significados pra mim, eu tenho que falar um pouco sobre meu pai.

Meu pai, pra grande maioria (e grande mesmo!) é conhecido como Ary Pára-Raios, para mim, ele ainda é mais Ari José de Oliveira, e cultura sempre foi sua maior paixão. Quando falo (escrevo?) de cultura, estou falando em todas as dimensões da palavra, por mais incrível que isso possa parecer. Não vou prolongar e detalhar, mas lhes garanto que, como jornalista, ator, diretor, ambientalista e ecologista (sim, há diferenças) que veio lá de Sertanópolis, interior do Paraná, ele foi um incrível pai, herói e também mágico. Meu pai sempre quis o melhor pros seus filhos, mas o melhor mesmo. Acho que posso atrever a dizer que ele conseguiu fazer bem sua parte. E que tem horas que é impossível não sentir saudade. Acredito que devem haver vários tipos de saudade, mas vou falar das duas que eu considero principais. Vou classificá-las como saudade boa e saudade ruim, mas esteja livre pra classificá-las (ou não) da maneira que quiser.

A saudade boa é aquela saudade da pessoa, que está longe de você, mas que com o tempo você vai encontrá-la. Ela vai retornar pra você ou você pra ela, namorados, amigos, familiares, não importa, o que importa é que, de uma maneira ou de outra, sempre há formas de matar um pouquinho essa saudade. Telefone, carta, e-mail, isso se não houver o encontro cara-a-cara.

A saudade ruim, é mais complicada de se lidar, por conhecimento de causa eu sei disso. Fisicamente, você não vai mais encontrar a pessoa, não tem como matar a saudade. Não adianta telefone, carta, e-mail. É uma saudade que bate e dói tanto ou mais quanto a própria perda. Dói, e tem quedoer. Eu, eu mesmo, poderia fazer uma incrível (e longa) dissertação sobre isso, mas não acho que vem ao caso de por aqui dessa maneira.

Mas mais uma vez a música me ajuda um pouco, não mata a saudade, mas traz boas recordações em lindas memórias que ajudam um pouco a aliviar.

A primeira faixa, é de uma dupla que chama 1 Giant Leap, e a música chama My Culture. Imagino ser menos conhecida que a segunda faixa, mesmo que a segunda não seja lá muito conhecida, mas calma, ainda chegarei lá, seja paciente.
My Culture, representa um pouco do que aprendi com ele enquanto ele estava vivo e eu sei que conseguiria me expressar provavelmente melhor, mas -de novo- não vem ao caso fazê-lo aqui.

"And if I dont see that Im strong then I wont be
This is what my Daddy told me
I wished he would hold me
A little more than he did
But he taught me my culture
And how to live positive"

One Giant Leap - My Culture


(não sou nada fã do Robbie Williams, muito pelo contrário. Mas que essa música é boa, isso é)


A segunda faixa, talvez eu consiga relacionar a letra mais comigo do que com o meu pai. Sem muita subjetividade, eu tenho problemas com horários. Atrasar sempre me parece ser algo que não consigo evitar. Com muito esforço (e quando julgo ser um esforço que, de fato, vale a pena) eu consigo estar de acordo como horário, a diferença é que as pessoas notam mais o atraso do que o ser pontual e eu não as culpo, não acho que seja uma virtude minha, é realmente problemático, mas ultimamente não tenho me atrasado pra quase nada. Talvez seja o fato de ter feito, estar fazendo e provavelmente vá fazer julgamentos errados, mas todos nós fazemos. Eita sensação de que eu sou o man que estão waiting for (sem egocentrismo).

Entra a pergunta, "Mas que deabos essa música tem a ver com o resto?!", eu pedi-lhe no começo, "seja paciente". Meu pai sempre teve seu lado diferente dos outros, não que ele admitisse, ou até soubesse disso, mas sempre foi assim. E com Lou Reed não era diferente. Enquanto todos estavam apenas dando olhos ao Ziggy Stardust (Sir David Bowie), meu pai já era fã de Velvet Underground (banda do Lou Reed que apareceu na década de 60) e o jeito um tanto bufão do Lou Reed. Foi ele quem me deu o primeiro disco do Lou Reed que eu tive Set The Twilight Reeling.

De certa forma, acho que no momento, I'm waiting for my man.

"Baby don't you holler, darlin' don't you bawl and shout
I'm feeling good, you know I'm gonna work it on out
I'm feeling good, I'm feeling oh so fine
Until tomorrow, but that's just some other time
I'm waiting for my man"

Lou Reed & David Bowie - Waiting For My Man

(O som está meio baixo, pode aumentar!)


Mas a saudade não precisa de classificação, porque as vezes, simplismente não dá pra descrever o tipo. Mas música as vezes faz uma mágica pra me ajudar a levar melhor, não só a música, claro, mas essa mágica as vezes é mais instantânea coma música. Saudade da pessoa que me mostrou que mágica existe de verdade, as vezes até em um truque de 21 cartas de baralho. E pode ser outra frase clichê, mas se eu for um terço de pai que ele foi pra mim, meu filhos vão ter um ótimo pai.

sábado, julho 29, 2006

Para Dormir

Não sei se vou conseguir ser tão direto quanto gostaria de ser. Acho que este meu post vai ser um post ruim, professores poderiam mandá-lo pro lixo, mas não consigo evitar. Eu falo (escrevo?) demais.

Tenho me perguntado o porquê de as vezes sentir uma dificuldade de dormir. Trabalhando bastante, acordando (ou tentando acordar) cedo todos os dias, dormindo tarde (de fato) todos os dias, e as vezes com um sono turbulento, que nem sacolejo de avião. Ai de mim, com essa cabeça pensante.

Eu gosto muito de dormir, e, ao contrário do que muita gente pensa, não acho um tempo perdido. Infelizmente, há tempos não durmo nem o suficiente pra descansar, quem me dera o suficiente para me satisfazer.

Um minuto de silêncio para minha auto-piedade.

Minuto pequeno, mas intenso. Junto com a minha vontade e necessecidade de cair nos braços de Orfeu (meninos, sem piadinhas por favor), entra a a dica musical.
Querer dormir enquanto cansado parece uma tarefa fácil, proeza para qualquer um. Eu sei que não é bem assim que funciona, e u também sei que as vezes (e as palavras chave são as vezes)
uma boa música pode te ajudar.

Azure Ray - Uma delicada dupla formada por duas garotas. E eu cada vez mais fã de vocais femininos (mais e mais).
Tenho uma dificuldade de classificar todo tipo de música, muitas vezes é uma limitação desnecessária, mas li algo que as classificaram como Dream Pop, e me pareceu justo o bastante.

Ainda não testei Azure Ray como remédio (ou melhor, solução) para os meus problemas noturnos, mas eu aconselho o álbum Burn and Shiver para todos, independente de sua situação pré-onírica.
E de cara, ir direto na faixa12, Rest Your Eyes, talvez o nome já diga tudo.

Muitas vezes quando eu recomendo como um bom som para dormir, ouço um certo preconceito dizendo que música pra dormir é algo chato, que dá sono.
Eu discordo.
Necessariamente algo que dá sono é uma coisa ruim?! Muitos lêem pra poder dormir. Outros vêem filmes na televisão. Tem até os que apostam em algum tipo de exercício, seja físico ou intelectual.
Eu acho que uma boa música, mal não vai fazer.

Me resta esperar.
E a esperança é um dom que eu tenho em mim.

quinta-feira, julho 20, 2006

Todo ouvido


Com vontade de falar, mas sem vontade de escrever.

Sempre disposto a ouvir... até quando não tem ninguém falando.

Acima está minha mistureba musical.
Não sei qual foi o critério usado pra aparecer esse Top 10.

Maravilhas de uma playlist esquisita e um shuffle (in)eficiente? Não sei...
Mas não me incomoda nem um pouco.

"Je vais prendre ta douleur."

sexta-feira, julho 14, 2006

Em Alta.... Fidelidade?

Um dia me foi perguntado se eu achava que a fidelidade era um sentimento ou uma opção. Perguntinha difícil essa, capciosa. Na hora respondi, baseado em experiências não-vividas por mim, que era um sentimento . Talvez tenha me equivocado, ou talvez não tenha tido tempo pra pensar naquela hora, ou apenas não queria pensar.

Nunca soube -e ainda não sei- escrever direito, de maneira interessante, nem gramaticalmente correto, muito menos ortograficamente, e eu sei que as pessoas que o fazem são MUITO mais interessantes que eu por isso, palavras encantam e são encantadas. Talvez este seja um motivo por eu ser tão atraído pela música, ela consegue me expressar, muito melhor que eu mesmo (e isso pode soar meio adolescente mesmo, eu sei).

Alta Fidelidade - "A comedy about fear of commitment, hating your job, falling in love and other pop favorites"
Um dos meus filmes pop prediletos, por vários motivos, e egoísticamente não vou nomear nenhum deles.
O nome cabe perfeitamente pro filme e sua trilha sonora.
Fidelidade humana e sonora, isso engloba uma boa parte da minha vida.
Most of The Time

A trilha é deveras interessante, com músicas catchy e outras mais introspectivas.
Um filme sobre relacionamentos e música funciona muito bem pra mim, pricipalmente quando os relacionamentos não são apenas românticos e/ou amorosos.

A dica musical do post, é a trilha sonora do filme, músicas em vários e bons estilos.
Linda Lo Boob Oscillator, do Stereolab (banda que, infelizmente já não existe mais).
Elvis Costello, que há pouco tempo era artista novo pra mim, toca Shipbuilding.
Jack Black toca uma das minha favoritas do Marvin Gaye (clichê, eu sei), Let's Get It On
E entre várias outras boa bandas e músicas (Velvet Underground, Stevie Wonder, The Kinks), eu fecharia com Bob Dylan e seu Rock-Folk-Country-Pop-As-Vezes-Engajado tocando Most Of The Time, o ponto alto do CD pra mim.

Mas então... Fidelidade é sentimento ou opção?

No fim, a fidelidade deve ser uma opção. Você está com alguém por que quer que aquilo dê certo, e todos tem suas fraquezas. Mas ter fraquezas não quer dizer que não somos fortes. Sou fiel, por opção, sei que as vezes fico atraído por algumas experiências que não vivi e que eu sei que acontecem. Mas eu prefiro ficar com o real, com o que acontece, com o presente. Não sou o cara que viajou o mundo, que lê livros adoidado, nem assiste a filmes cult. Tenho me achado um pouco mais interessante ultimamente, talvez pela experiência de vida.
Não dá pra sempre ser novidade pra todos o tempo todo.
Mas é sempre possível supreender se você está disposto a ser surpreendido (eita.. será que é aí que mora o perigo?! E será que é de fato um perigo?! Perigoso!).

Sei bem o que é perda, e por isso talvez tenha uma capacidade um pouquinho mais aguçada pra saber se vale trocar algo que já tenho -que é bom e que eu sei que vale a pena ser supreendido- pelas borboletas no estômago que um dia voam pra longe e não voltam. Mas tenho o conhecimento que as vezes a surpresa pode ser ruim.

Nunca fui de tomar o que outras pessoas dizem como verdade, e nunca quis que outras pessoas tomassem o que eu digo como verdade. Auto-ajuda nunca foi preferência minha e auto-exposição também não.

Não vivo pelas regras, não amo pela cartilha, não me prendo ao pouco.
É errado querer o muito quando o único que pode (ou não) sair prejudicado sou eu?
Sou fiel, principalmente em relação a mim.

quinta-feira, junho 29, 2006

Batmúsica?!**

Ok ok, o título foi cretino, e vocês ainda vão entender o porquê.

Eu não sou o cara que sabe tudo que acontece no momento, musicalmente falando. Eu não acompanho MTV (e tenho a impressão que se acompanhasse, não ia mudar em nada a vida, já que tudo agora é programa de auditório/reality show). Eu não fico procurando artigos de música. Não sou vidrado em páginas da internet de música. Meu conhecimento musical, vem apenas da minha curiosidade de coisas novas para ouvir, sejam ela atuais ou não.

Semana passada, enquanto esperava o oftamologisa, li o artigo de música da Revista Veja.

Falava sobre um grupo, um trio, auto-denominados Gotan Project.

<pedantismo-prepotencia>
Eu e minha mania Avant-Garde de ser, já conhecia Gotan Project há tempos atrás, lá pra 2002 ou algo assim.
</pedantismo-prepotencia>

Deixando o que não importa de lado.

Gotan Project
Eu gosto bastante de musicas regionais em geral (não sei se regionais é bem a palavra aqui), e o tango é bem característico de um lugar, a Argentina. Esse trio fez a perfeita fusão de Tango e Eletrônico. A minha comparação é ao Acid Jazz, a fusão (as vezes mal sucedida, mas muitas vezes deveras interessante) do Jazz com o Eletrônico.
Não conheço os útlimos trabalhos deles, o album que tem feito deles, de fato, conhecidos ao redor do mundo. Mas o Album La Revancha Del Tango eu já ouvia desde 2002, e digo que é deveras muito bom.

As faixas destaques -pro meu humilde gosto- são Epoca e Triptico. Boas músicas pra começar.

Recomendo por ser algo diferente.
Recomendo por ser um tipo de música latina.
Recomendo também por ser relativamente cosmopolita*.
Recomendo pela ótima qualidade musical.
Recomendo por ser gostoso de ouvir em vários momentos diferentes.
Recomendo por Gotan, silábicamente ao contrário, ser Tango e ainda assim me lembrar do Batman**.

E como disse o Ultraje à Rigor em Nós Vamos Invadir Sua Praia "Eu recomendo..."

PS: Putz, que post gigantesco pra começar!

*O grupo é formado por um suiço, um francês e um argentino.

**Eu disse que o título era cretino

segunda-feira, junho 12, 2006

Comentários...

Ok...
Criei este blog, principalmente por causa do meu irmão João Felipe, que tanto amo.
Para ele poder deixar de lado a frustração de nunca poder me mandar recados, ou comentar alguma coisa.

E, bem, já que está criado mesmo, por que não fazer disso algo de útil?!

Espero (de verdade) colocar algumas sugestões musicais por aqui.
Sejam elas por serem novas pra mim (por mais velhas que elas possam ser), sejam apenas por uma grande afinidade comigo ou com um momento.

Música, sempre música.